domingo, 29 de dezembro de 2013

Bem "EU"!


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mais nada a fazer - Clarice Lispector

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer” (Clarice Lispector)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Transformando






Quantas e quantas vezes deixamos passar a beleza de tudo que a vida nos traz...
Quantas vezes nos fechamos, vedamos nossos olhos para visualizarmos somente aquilo que desejamos ver.
Nossa vida é curta, algo inconstante, uma vida de transformação, brilho, esplendor, conquistas e uma eterna solidão se não nos encontramos em nós mesmos.
O colorido que nos é presenteado fica cinza... o voo leve torna-se amarras aos nossos pés quando não encontramos vida em tudo que fazemos. Motivos que plantamos em nossa estrada, para permitirmos um jardim florido ao entardecer trocados por pedregulhos que nos esfola a alma deixando-nos queimar em chamas ardentes de um pesadelo sem fim.
Detalhes que nos fogem aos olhos cegos pelo egoísmo de acharmos que nossa vida é mais importante que a do outro. Pelo egoísmo de não dividirmos aquilo que temos de bom dentro de nós pensando  que o outro não o mereça. Somos egoístas o suficiente para nos fecharmos e não nos permitirmos amar, pelo simples fato de nos sentirmos bem e poder fazer bem a outrem.
Quando se fala em amar, as pessoas se desesperam, achando que terão compromissos, mas o amor não é compromisso com nada nem com ninguém, é um sentimento puro, sublime, incondicional que nos faz bem, que faz com que ajamos de forma a proporcionar sempre o melhor ao próximo consequentemente a nós mesmos.
Que a leveza  e a beleza do voo das borboletas nos ensine a transformar os pesadelos em sonhos as pedras em flores e que consigamos ver no olhar alheio os sentimentos que nos é emanado, para que nos recarreguemos nas boas energias, nos permitindo a felicidade da conquista do amor de nós mesmos transformada pelo outro. Que aprendamos a valorizar o simples sorriso que transforma o olhar que conquista a mão que auxilia as palavras que consolam e que nos permitamos sermos felizes por nós mesmo e abramos nosso coração para que um outro alguém possa compartilhar conosco dessa transformação.