sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Amigos


Amigos de verdade não se encontram por acaso, são levados pelas mãos da vida num momento singular, onde o "acaso" se faz presente.
E num abraço os dois corações se tocam, se completam, vibram com a mesma intensidade e no afrouxar dos braços, partes de ti fica enrosca no outro permitindo que esteja contigo onde quer que vá, pelo resto de sua vida.

Claudia Mello

sábado, 9 de janeiro de 2016

Presente

Ainda custo a acreditar que o ontem passou tão rápido, que o presente está acontecendo e não acredito no futuro, pois cada vez que o espero me deparo com o presente.
Presente é ver teu sorriso mesmo que escondido em tua seriedade.
Cada instante, de todo presente passado, fiz de tua alegria minha motivação.
Presente que foi semeado com amor e carinho, presente que iluminou meu coração, presente que me fez rir e chorar, por as vezes acreditar que não era capaz. Presente que não desistiu, que seguiu, que se fez forte nos momentos mais delicados.
Presente que existe dentro de mim, dentro do coração de quem ama sem saber a razão. Presente que passou, mas que persiste em acontecer, que dilui dores em afagos, momentos de dolorosas esperas em grandiosas chegadas.
Presente é poder lutar, é poder sorrir é poder acreditar.
Presente é teu sorriso que luto por não apagar.
Presente é a vontade de ver a alegria que contagia, de ter o abraço que acolhe.
Presente é hoje, é você e tudo que possa fazer acontecer.
Momento de plantar e esperar o presente de colher.
Presente pra mim, pra você e quem se fizer presente
E assim se faz o presente, presente!
Amor, alegria, coragem e fé pra mim e pra você.
Isso é o que posso lhe oferecer,
Esse é seu presente!
Aproveite, curta, seja feliz!
Feliz Presente!

Claudia Mello

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Castelo de Areia

Quando punidos por nossos pais, reclamamos, revidamos, revoltamos.
Quando punimos nossos filhos somos detentor do poder absoluto e julgamos ser o correto a ser feito.
Quando punimos a nós mesmos é como se um buraco abrisse sob nossos pés e nos sentimos afundar sem termos onde nos agarrar. As reclamações revoltas, revides, transformam-se em pedidos de socorro, o poder que acreditávamos ter no melhor a ser feito esvai-se e nos resta o clamor a quem possa ouvir os gritos silenciosos de nosso intimo.
Os amores perdidos, achados, rejeitados, distorcidos, desejados, conquistados, trocados, certos e errados são tijolos unidos por areia que meio a tempestade desmoronam sobrando um apenas, que deu inicio a grande construção desenfreada de nossos anseios, que é nosso amor próprio.
A ele tentamos nos agarrar acreditando sermos mais fortes que imaginamos, sermos capazes de lutarmos contra tudo e todos, escalar as mais íngremes montanhas e chegarmos ao topo vitoriosos. Mas quando lá chegamos, ao levantarmos os braços e gritarmos nossa gloria, olhamos ao redor e percebemos que estamos só.
Sim, somos capazes de lutar e vencer mas compartilhar nossa alegria com...
Grito ecoa ao infinito horizonte e o retorno que temos é o eco do orgulho de querermos ser mais fortes e corajosos.
Talvez reconstruir castelos de areia não seja tão ruim, basta saber onde e como construí-lo para que não se desfaça tão facilmente ou permanecer no fundo do buraco que afundamos, gritar até que alguém nos ouça, agarre nossas mãos e leve-nos consigo para que não nos percamos e afundemos mais.
Pena que o tempo não para e não nos deixa tempo para decidir. O "ou" não poderá existir então reconstruir, gritar e acreditar que em algum lugar alguém vai ouvir e segurará nossas mãos e ajudará a proteger o castelo das tempestades.