
Alegria, amor, compreensão, honestidade, carinho, simpatia,
amizade, generosidade, bondade, sensatez, segurança, calma, paciência, inteligência,
esperteza, ousadia, otimismo, coragem, educação, determinação, solidariedade,
confiança, responsabilidade, lealdade e mais uma porção de outros adjetivos e
seus antônimos é o que nos constitui.
Somos um pouco de tudo, somos aquilo que nos é mais
prazeroso, o que nos faz melhor.
O que nos faz melhor???
É! Nem sempre. Nem sempre somos e fazemos o que nos faz bem
integralmente, pois se assim fosse seriamos egoístas. Somos quem precisamos
ser.
Juntamos um pouco de cada adjetivo, balanceamos com seus antônimos
e partimos para o caminho que nos foi traçado.
Hora somos os melhores, outras os piores, dependendo dos
olhos de quem nos vê.
Uma mesma atitude gera certezas e incertezas, prazeres e
desprazeres, bons e maus sentimentos. Tudo depende de quem os vê, de quem os
recebe, de quem os julga.
Quem deveria julgar? Talvez deveríamos ser, sempre, nosso próprio
juiz, no entanto é o que mais temos, aqueles que nos felicitam e aqueles que
nos massacram.
Que parte devemos ser?
Para cada um uma parte ou para cada parte um só?
Ser único sem diversificações, sem pender para um lado ou
outro, ser constante, gera confusões, pois bocas dizem que é ser dissimulado,
outras que é falsidade ou indiferença. Complicado ser um todo único, sem afetar
o meio que vivemos sem afetar nosso coração. As vezes temos de ser mais, outras
menos e ainda mais ou menos, só não devemos perder a dignidade de sermos “nós”
para aquele que nos solicita.
É isso! Somos vários em um, de acordo com a necessidade de
cada um. Somos o que precisam de nós, somos o que esperam de nós. Se o melhor
para o outro é ser indiferente, seremos aos olhos dele, sem realmente sermos.
Se o outro faz-se feliz em nos ver triste é isso que verá com seus olhos vendados
para o “Eu” verdadeiro de cada um de nós.
Somos partes de um todo. Somos o que nos faz melhor, porem
somos quem outros olhos nos veem, seja com os olhos da alma ou da matéria que
deturpa todo o restante. Nem por isso deixamos de ser partes de um todo que é
quem somos verdadeiramente.
Espaços vazios ainda existem para que possamos preencher ou
para quem quiser preencher, mas continuaremos sendo partes de
um todo que somente nós conhecemos e sabemos a que lado pende seja ele bom ou
mau, não importa, pois somos o que somos para nós e mais ninguém.