quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Novo Dia!

Por que esperar mudar o ano para mudar as coisas?
Temos de ser e fazer mudanças diárias, dentro de nós, sermos a diferença de alguém, de algum lugar.
Esperamos ansiosamente a virada do ano, mas nada mudo se não mudarmos com ele.
Deixar para trás as mágoas, as tristezas, os erros, levar consigo somente o que ficou de bom, os sorrisos, os abraços, as lições aprendidas, a paz interior, o agradecimento por mais um dia que nos permita fazer algo melhor.
Quando acabar de ler esta, o tempo já terá passado, e algo já ficou para trás.
O tempo muda a cada instante, então sempre é hora de mudar, de retomar, de fazer acontecer.
 Esperar o ano mudar, o que muda?
Ah! Sim, claro! muda a escrita, de 2015 para 2016, mas o que vai dentro de si, só muda se o desejar, o que pensa o que sente o que deseja, pode ser mudado a cada segundo.
Então faça acontecer, faça de sua vida o Natal, de brilho diário, de sorrisos e abraços , que cada dia seja um novo ano de novas expectativas e esperanças de ser melhor.
Que nunca falte fé, amor, esperança, vontade de viver e acreditar que tudo, sempre, pode ser diferente e que a cada amanhecer é um novo momento e estamos livres para fazer o que desejarmos.
Que as festas de passagem de ano sejam repletas de tudo que temos hoje e desejamos para o amanhã, mas que façamos agora o melhor, pois o único tempo que exite é esse, o agora.

Claudia Mello

domingo, 6 de dezembro de 2015

Apenas Um

Queria despir-me da vida e deixar minh'alma viver o que realmente vale.
Deixar-me olhar o que há de verdadeiro
Permitir que minh'alma veja o que realmente há para se ver
E fazer com que meu coração enxergue a essência do outro

Queria despir-me da vida que pesa
Deixar que o vento me leve
Permitir que o mar me banhe
E fazer que com tudo em minha volta flua como pluma lançada aos céus

Queria despir-me da vida escura
Deixar que a luz d'alma ilumine meu caminho
Permitir que outros sejam desbravados
E fazer com que junto a mim caminhem outras almas despidas do peso da vida

Queria despir-me das chateações
Deixar os sorrisos tomarem conta do encanto de viver
Permitir que olhos sejam lidos
E fazer com que o amor que vai no coração seja a unica razão de viver

Queria despir-me me mim
Deixar de ser eu para ser um pouco de cada um
Permitir fazer feliz a alma que chora
E fazer com que todos possam ser um pouco de mim

Queria despir-me das tristezas e ser a felicidade
Deixar de ser um para ser vários
Permitir que não se olhe mas se enxergue a luz de cada um
E fazer de cada gesto uma grande obra

Queria vestir-me de AMOR
Deixar brilhar os olhos de um outro alguém
Permitir que a felicidade tome conta de seu todo
E fazer de dois corações apenas UM.

domingo, 15 de novembro de 2015

Nem tudo está perdido!

Nem tudo está perdido, mas tudo se perde.
Nem tudo são flores, mas os espinhos que com elas vem, nos fere
Nem toda tempestade tem vento e chuva, as vezes ela está na calmaria.
Nem sempre o sol queima, mas muitas vezes faz derreter
Estar só não é triste, é triste estar com pessoas vazias que fazem com que se sinta só.
Saber que na alma, arde como fogo, a certeza que não se apaga com o tempo
Ter sem ver
Sentir sem tocar
Respirar o ar que não existe
Explodir em silencio
Ver sem poder ter
Existir...
O que faz sentido?
Estar do lado, porem distante
Quando se vai longe, chega mais perto
Só mais um dia, só mais um passo, só mais uma vez
Tempo interminável que separa
Tempo que não volta
Tempo que dá voltas
Tudo se perde, mas...
Nem tudo está perdido!



domingo, 27 de setembro de 2015

“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”


"Tudo é como tem que ser, seja agora ou daqui a pouco"
"... quando duas pessoas devem ficar juntas, não há nada que as separe. A vida é repleta de encontros e desencontros, mas quem tem que ficar, uma hora volta. Aliás, isso é o que chamam de destino por aí… Então, respira, porque tudo o que tiver que ficar ao seu lado, vai ficar. Isso ninguém tira de você."


“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” está longe de ser o filme mais incrível de todos os tempos. Conta a história de Joel e Clementine que, apesar de terem um relacionamento muito intenso, acabam se separando.
Até que, certo dia, Joel descobre que Clementine utilizou um serviço incomum capaz de apagar parte da memória. Com isso, ela apaga todas as suas lembranças com Joel, não se lembrando mais de quem ele era ou que tinham tido um relacionamento. Revoltado com essa atitude, Joel também decide apagá-la de sua memória.
A maior parte do filme gira em torno das lembranças de Joel com Clementine sendo apagadas. O problema é que, no meio no procedimento, Joel quer desistir e continuar se lembrando dela. Apesar de tentar algumas artimanhas, ele acorda no dia seguinte sem se lembrar de absolutamente nada que tivesse relação com Clementine.
A parte mais intrigante, na minha opinião, é o final, quando finalmente o espectador entende o início do filme. Nas primeiras cenas, aparecem Joel e Clementine se conhecendo em uma estação de trem e a interpretação mais provável é de que foi ali que começou o relacionamento deles. Só no final é possível se dar conta de que aquela é a segunda vez que eles se encontram pela primeira vez.
A mensagem mais interessante que pode ser extraída do filme não é de que devemos aprender a lidar com lembranças ruins, como o término de um relacionamento, mas de que quando duas pessoas devem ficar juntas, a vida simplesmente vai dar um jeito de ficarem juntas. Tanto Joel como Clementine decidiram apagar suas memórias, mas isso não foi o suficiente para evitar que se reencontrassem. A vida, de uma forma inusitada, fez com que se trombassem de novo e, mais uma vez, se apaixonassem.
Não se lembravam mais das coisas que incomodavam um no outro, nem das brigas, ou o motivo do término. A única coisa que sabiam é que gostavam um do outro e isso parecia ser o suficiente. Eles estavam se conhecendo como se já não se conhecessem o suficiente. Estavam se apaixonando como se já não fossem apaixonados.
Bom, na vida real isso não é possível, mas eu garanto que assim como foi com Joel e Clementine, quando duas pessoas devem ficar juntas, não há nada que as separe. A vida é repleta de encontros e desencontros, mas quem tem que ficar, uma hora volta. Aliás, isso é o que chamam de destino por aí… Então, respira, porque tudo o que tiver que ficar ao seu lado, vai ficar. Isso ninguém tira de você.


© obvious: http://lounge.obviousmag.org/recanto_da_desconstrucao/2015/09/quando-duas-pessoas-devem-ficar-juntas-elas-ficam.html#ixzz3myg5lAvx 
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Simplesmente Saudade...

Tem dias que a saudade aperta, que nos deixa inquietos, pensativos, querendo fazer algo para arrancá-la do peito e simplesmente esquecer...
Não!!! Esquecer??? Seria muito cruel!
Esquecer que num determinado momento a felicidade tomou conta de tudo, esquecer que sorrisos bobos surgiram sem nada ter acontecido. Esquecer que um simples olhar, uma palavra, alegrou seu dia. Esquecer o calor de um abraço dado com carinho, um beijo cheio de bem querer modificou o dia, a semana, talvez uma vida toda.
Esquecer o que foi bom? Que sentido teria então?
Viver de lembranças amargas???
Não! A saudade é dolorida sim, pois são coisas que se foram, que o tempo levou consigo, coisas que não podemos mais retomar, porem é ela que trás de volta sorrisos sem hora, lágrimas de alivio, sonhos que nos retiram de momentos difíceis que estamos vivendo e faz tudo ficar mais tranquilo.
Se não fosse a saudade que aperta, o que levaríamos do tempo passado?
A saudade nos impulsiona a querer fazer novos momentos felizes para guardarmos na lembrança, nos faz desejar, sermos sempre melhores para que possamos ter coisas boas a guardar, para sermos lembrança de alguém, para registrarmos no livro da vida páginas que serão revistas por nossa memoria, contada com histórias encantadas, ou apenas um pensamento.
Saudade é aprendizado. Saudade é o sol que nos aquece a alma. Saudade é nossa vida sendo revista. Saudade é o baú de sonhos vividos. Saudade é o que fomos e o que nos trouxe a sermos, agora, quem somos.
Saudade é o casamento da chuva e sol, que traz o arco-íris que nos transporta, sem sabermos onde vamos chegar, levando na bagagem somente aquilo que nos faz rir e chorar, pelo que passamos, pelo que deixamos e que não mais podemos carregar.
Saudade... simplesmente, saudade....

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Quem somos?

Hoje em dia nos deparamos com pessoas que nos tratam como meros objetos, como algo totalmente descartável, “uso por algumas horas e jogo”, pois sabe que no mesmo lugar encontrará outras tantas que poderá fazer o mesmo. Outros são um pouco mais sutis. Nos tratam como roupas expostas em uma vitrine, que gosta quando vê, “compra” leva, usa uma ou duas vezes e depois a esquece no armário até descarta-la de vez. Porem há aqueles que gostam de algo mais profundo e procuram as livrarias, que não julgam pela capa e que procuram um pouco mais de conteúdo. Esses tornam-se companhias agradáveis para as “horas vagas”, lendo-se aos poucos até que o mesmo termine e seja trocado por uma nova leitura. Mas ainda há aquele que que procura além da leitura, procura a compreensão. Aquele que “compra” o livro para fazer parte de sua vida, que o lê, rele, sublinha partes importantes, descarta outras, paralelamente faz anotações como se reescrevesse a história. Aquele que se vê refletido nela e procura compreende-lo em sua complexidade. Há ainda, aqueles que “compram” o livro pela sua história, que por mais que lhe pareça conhecida, faz questão de ler, e por um motivo qualquer torna-o, seu livro favorito, ficando sempre exposto, e vez ou outra, o retoma e sem perceber dá continuidade, escrevendo novos capítulos, fazendo-se parte da história. Alguns tem começo e fim, outros levam uma vida, outros ainda, tornam-se capítulos a parte, que são retomados e reformulados no decorrer da existência.

Do descartável ao essencial, afinal quem somos?

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Hoje estou com saudade...

Saudade de tudo que se foi. Saudade do tempo que passou e não aproveitei, saudade das pessoas que passaram e nunca mais voltaram, saudade de pessoas que se foram de vez, saudade de ser criança, saudade das descobertas, das amigas de infância, das brincadeiras que nunca tinham fim. Saudade do tempo que a única preocupação era saber que horas poderia sair para brincar novamente. Saudade de mim, quando sorria à toa, ficava na frente da TV para assistir desenhos sem sentido que me faziam gargalhar.
Tem saudade que dói, outras, faz sorrir.
O bom da saudade é que só a sentimos pelas coisas que foram boas, de coisas que marcaram nossa vida de alguma forma.
Sinto saudade do passado, guardo lembranças de pessoas, gestos, palavras, modos, lembranças palpáveis que ficaram em objetos ganhos ou mesmos comprados.
Mas as melhores são aquelas que ficaram totalmente registradas no coração, que nos fazem sorrir e perder a noção do tempo em relembrá-las. São aquelas que nos motivaram, nos fizeram persistir e nos empurraram até o dia de hoje e que ainda se fazem presente seja da forma que for.
Desejo continuar colecionando lembranças que me tragam saudade. Quero sentir saudade de hoje, pois só assim saberei que valeu a pena, que e nada foi em vão, que a vida sempre nos presenteia com dias melhores, pessoas queridas, coisas belas que nos faz melhor.

Acredito que sentir saudade é uma forma de saber que se é feliz, que em algum lugar em algum momento valeu a pena existir.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A vida passa...


Como a vida passa!
Ontem mesmo estávamos brincando, fazendo planos para o futuro, imaginando “aquela casa”, “aquele carro”, “aquelas viagens” intermináveis rsrsrsr.  Coisas que víamos e ouvíamos e fazíamos promessas de jamais sermos igual, fazer, ou falar...
A vida passa!
Alguns de nosso sonhos e desejos conseguimos realizar, pagamos a língua de coisas que prometemos nunca fazer e fizemos.
Olhamos para a frente, sempre para a frente querendo agarrar a linha do infinito, achando que somos insuperáveis, que somos infalíveis. Colocamos toda nossa energia no amanhã que não sabemos se ao certo existirá, esquecendo-nos do hoje.
E sem percebermos, a vida passa...
De repente algo acontece. As vozes ficam longe, o ar difícil de chegar, o peito aperta e aquela linha do infinito vai desaparecendo aos poucos. É quando nos damos conta do hoje!
Sim, hoje!
Hoje é dia de ver, respirar, sentir, cantar, sorrir, conhecer, brindar a vida!
Como conseguimos fazer planos para o amanhã feliz e deixar o hoje passar com coisas e pessoas que poderiam ter nos feito sorrir?
A vida passa....
Passa tão rápido que hoje já está passando, e o que fizemos?
Aproveitar cada segundo da vida é o que faz todo o resto valer. Aproveitar dignamente, com alegria, sinceridade, amor e sabedoria.
Esquecer a linha do infinito e deixar se abraçar pelo carinho de quem nos cerca, da alegria de poder fazer uma nova amizade, pelo simples fato de poder escolher algo especial para fazer, ou simplesmente não fazer nada, algo que lhe preencha o coração e lhe faça sorrir.
A vida passa.... o tempo não volta...
Viva!


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Silêncio,,,

Silêncio...
É só isso que sobra...
Vento suave...
Horizonte...
Caminho largo que se estreita...
Começo? Fim? Quem sabe?
Azul mar e céu
Som pálido...
Vazio que ecoa no vale da verdade onde pássaros sem voz esquecem seu canto sem saber se mergulham ou flutuam no azul do horizonte que começa o fim do largo caminho suave que sobra do silencio...­­­­­
Ponto? Vírgula?
Só você sabe onde está.
No começo...
No fim...                                                                                                                      ­­­­­­­­
No caminho...
Sobra o silêncio.




quarta-feira, 10 de junho de 2015

Recomeçar

O tempo continua passando e tem coisas que não passam...
Tem coisas que o tempo leva consigo...
Tem coisas que o tempo ameniza...
Tem coisas que com o tempo esfria...
Tem coisas que... não tem tempo que modifique
O tempo nos livra da dor
O tempo ameniza a saudade, mas não a leva
O tempo passa, mas deixa suas marcas
O que foi bom, no tempo para
O que foi ruim o tempo leva com o vento
O que é nosso o tempo nos traz de volta
O que não for o tempo se encarrega de levar
O mundo é grande, mas para algumas coisas torna-se pequeno
De onde viemos é para onde voltaremos
O que temos no coração jamais nos livraremos
Apenas o tempo dirá se ou não sofreremos
Diz que vai voltar
E o tempo continua a levar
O que passou não volta
Então agora você só pode recomeçar...




sábado, 6 de junho de 2015

Partes

Alegria, amor, compreensão, honestidade, carinho, simpatia, amizade, generosidade, bondade, sensatez, segurança, calma, paciência, inteligência, esperteza, ousadia, otimismo, coragem, educação, determinação, solidariedade, confiança, responsabilidade, lealdade e mais uma porção de outros adjetivos e seus antônimos é o que nos constitui.
Somos um pouco de tudo, somos aquilo que nos é mais prazeroso, o que nos faz melhor.
O que nos faz melhor???
É! Nem sempre. Nem sempre somos e fazemos o que nos faz bem integralmente, pois se assim fosse seriamos egoístas. Somos quem precisamos ser.
Juntamos um pouco de cada adjetivo, balanceamos com seus antônimos e partimos para o caminho que nos foi traçado.
Hora somos os melhores, outras os piores, dependendo dos olhos de quem nos vê.
Uma mesma atitude gera certezas e incertezas, prazeres e desprazeres, bons e maus sentimentos. Tudo depende de quem os vê, de quem os recebe, de quem os julga.
Quem deveria julgar? Talvez deveríamos ser, sempre, nosso próprio juiz, no entanto é o que mais temos, aqueles que nos felicitam e aqueles que nos massacram.
Que parte devemos ser?
Para cada um uma parte ou para cada parte um só?
Ser único sem diversificações, sem pender para um lado ou outro, ser constante, gera confusões, pois bocas dizem que é ser dissimulado, outras que é falsidade ou indiferença. Complicado ser um todo único, sem afetar o meio que vivemos sem afetar nosso coração. As vezes temos de ser mais, outras menos e ainda mais ou menos, só não devemos perder a dignidade de sermos “nós” para aquele que nos solicita.
É isso! Somos vários em um, de acordo com a necessidade de cada um. Somos o que precisam de nós, somos o que esperam de nós. Se o melhor para o outro é ser indiferente, seremos aos olhos dele, sem realmente sermos. Se o outro faz-se feliz em nos ver triste é isso que verá com seus olhos vendados para o “Eu” verdadeiro de cada um de nós.
Somos partes de um todo. Somos o que nos faz melhor, porem somos quem outros olhos nos veem, seja com os olhos da alma ou da matéria que deturpa todo o restante. Nem por isso deixamos de ser partes de um todo que é quem somos verdadeiramente.
Espaços vazios ainda existem para que possamos preencher ou para quem quiser preencher, mas continuaremos sendo partes de um todo que somente nós conhecemos e sabemos a que lado pende seja ele bom ou mau, não importa, pois somos o que somos para nós e mais ninguém.




terça-feira, 26 de maio de 2015

Presente


Presente é aquele que abrimos ao abrir nossos olhos pela manhã.
Presente é aquele que descobrimos durante o dia desatando o laço, desembrulhando os papeis diversos que o envolve.
Presente é aquele que descobrimos ao abrir a tampa, nos dando a chance de experimentar novas sensações.
Presente é aquele que nos faz o coração acelerar por emoções diversas.
Presente é o que abraçamos, o que desprezamos, o que escolhermos fazer do conteúdo do embrulho recebido.
Presente é poder acordar, descobrir, vivenciar cada instante e ao anoitecer refletir, agregar aos embrulhos passados, fazendo reservas para um presente futuro.
Podemos dormir abraçados a ele para que nos fortaleça e nos de estimulo para o presente seguinte, podemos deixa-lo no canto das lembranças ou despreza-lo, porem devemos estar conscientes de que temos e merecemos um único presente diário, ele pode ser o começo, o meio ou o fim de uma história, pois jamais saberemos se teremos um novo presente.
Presenteie-se, cada amanhecer, de alegrias, animo, coragem, amor, esperança, alegria no coração para que seja o presente de si e daqueles que o cercam, com sorriso largo e contagiante, com abraço morno que alivia, com doçura na voz que acalma, com vontade de viver e ser presente.
Hoje é o dia! Hoje é seu presente! Viva, faça acontecer, faça valer a pena para que não seja apenas um presente e sim “O Presente”.


Claudia Mello

sábado, 23 de maio de 2015

Eterna companhia


 
Não existe um dia em que minha memória não falhe, ou por momentos me esqueça de algo que comecei a fazer.
Acordo com você em meu pensamento... puts! O relógio me mostra que estou atrasada!
Realizo minhas tarefas diárias, saio com o cachorro, você me acompanha em conversa intima sem deixar minha mente em silencio um segundo se quer... aiii! Esqueci de colocar o lixo para fora!
Corro de um lado para outro e sua voz não se cala, seu sorriso sempre a brilhar, seu jeito meigo e carinhoso de querer me ajudar... de novo! O que eu ia fazer mesmo? Que droga! Esqueci!
Retomo de onde parei, quem sabe logo mais eu me lembre. Como poderia lembrar se você não se cala me fazendo pensar coisas que estão fora da rotina, fazendo-me sonhar com aqueles dias onde somente eu e você vivenciaríamos...
Que loucura! Espere! Só um minuto por favor, preciso pensar...  Pronto, pode continuar.
O que você gostaria de almoçar? Eu sei bem o que mais gosta e vou fazê-lo.
Carinho, amor, dedicação e assim o ar vai sendo tomado pelo aroma do almoço que você não vai saborear...  Mesmo assim você não para de falar enquanto me ajuda a cozinhar. Colocando um sorriso bobo e discreto em meu roto, com sua bagunça enquanto cozinha, com suas piadinhas tolas que me fazem sorrir. Ponho a mesa e me dou conta, há somente um prato...
Por alguns momentos o silencio toma conta de tudo. A saliva enrosca na garganta o sorriso se apaga. Fecho meus olhos e procuro por você. Onde poderá ter ido exatamente nesse momento onde seriamos eu e você?
Ah! Você voltou! Foi só buscar o vinho...
Pensei que não fosse resistir, meu coração quase parou, mas você voltou.
Será que podemos almoçar em silencio? Podemos somente nos olhar conversar e sorrir através dele...
Já estou atrasada!!!! Preciso ir.
Eu não acredito, você veio comigo, tornando o caminho mais curto e agradável de se seguir, relembrando momentos que se foram e imaginando os que poderão vir.
Por favor, silencio, agora preciso me concentrar, preciso trabalhar.
Entre uma coisa e outra você se faz presente, fazendo barulho, tirando-me a concentração e assim passa o tempo e já é hora de voltar para casa.
Cadê você? Ah! Como sempre, me esperando para voltarmos com os “blá blá blás” que nunca se calam.
Chego em casa com você ao meu lado, meio que ditando o que devo fazer, mas espere, esqueci algo importante no trabalho.
 A culpa é sua que não se cala!
Por alguns instantes fico pensativa, mas você com seu jeito doce e meigo me consola fazendo acreditar que não foi nada demais e que amanhã tudo se resolverá.
Sim, claro, você tem razão.
E a noite chega, sua voz continua, nossas conversar infinitas de assuntos que nem sei de onde tiramos revoam meus pensamentos.
É hora de dormir, você está ali, mas... olho a cama... um espaço enorme e vazio faz com que se cale. Me deito, fecho os olhos e te procuro. Onde poderá ter ido tão tarde?
Enquanto te espero o sono vem e nem vejo a que horas chegou, pois quando acordo já está comigo novamente com seu sorriso discreto, olhar fixo e brilhante para mais um dia começar.
Percebo que aos poucos sua voz vai sumindo, pergunto por que está tão longe? Você me responde, mas não consigo escutar, só sei que precisa ir, mas sabe que sempre vou te esperar. Se não puder vir sabe que irei te encontrar seja agora ou daqui a pouco, mas os “blá blá blás” nunca irão findar, pois seja em mim ou em você, a voz do coração nunca irá se calar.




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

"Da distancia imposta pelo tempo, o momento se fazia,
E entre as taças esquecidas, o mundo não mais se ouvia,
Então sonharam juntos, que o tempo não existia,
Assim sentiram-se eternos, dançando até o clarear do dia."
Benedito Martins