quinta-feira, 26 de julho de 2012

Viver a vida


É engraçado como tudo é perfeito dentro de uma grande desorganização organizada rsrsrs
Como nossa mente, olhos e ouvidos detêm nossos sentimentos e sentidos.
Como nosso coração sente e entende coisas que nossos olhos não veem e nossos ouvidos não ouvem... E custa fazer-nos interpretar, e quando achamos que conseguimos está tudo contrario ao que realmente é. Somos uma incógnita de nós mesmos. Somos pegos de surpresa a cada novo capítulo de nossas vidas. Nunca estamos totalmente preparados, não sabemos exatamente qual nosso limite, como usamos nossas forças, em que momento, com quem ou o que.
Cada momento de nossa vida, um novo conhecimento de nós mesmos. Abrimos as janelas do aprendizado, diante de nossa vivência, tentando abreviar dores e remorsos com o que já aprendemos, no entanto, nossa vida não é feita de formulas, e sim fragmentos de experiências que constroem nosso caráter e ampliam nossa personalidade, permitindo adequarmos cada atitude a uma ocasião.
Como nossa mente destorce o que nosso coração sente e como nosso coração engana nossa mente, ditando cores diversas àquilo que é totalmente cinza ou vice-versa.
Somos complexos de mais, impossível de entender. Temos dificuldades, mesmo em nossa total praticidade perante a vida, quando se diz respeito a sentimentos, caímos por terra, pois somos ludibriados por nós mesmos acreditando existir o que não existe e ampliando a magnitude do sentimento de um grão a um oceano ou disfarçando sentimentos como se fossem fantasias e se bastando de um copo do oceano para acreditar que tudo possui.
Damos créditos ao tempo, que tudo conserta que tudo consola que tudo se remedia, no entanto o mesmo tempo que cura, passa! É o mesmo tempo que diminui de podermos estarmos mais felizes, o mesmo tempo que diminui de podermos ver quem gostamos, de podermos realmente fazermos o que desejamos, estar com quem queremos, amar, beijar, abraçar... o tempo está passando e com ele nossa vida também.
O que levamos daqui? Quem será nós para continuar o que deixarmos por aqui? Somos únicos, momentos de alegria, felicidade, bem estar, amor, amizade não se espera mas se faz acontecer.
Necessidades temos muitas, tempo para as coisas também temos, por que não conseguimos tempo para o que realmente vale a pena? Que é viver! Sair correndo pela grama, se jogar por cima das folhas caídas, sorrir pelo simples fato de se sentir vivo, livre, poder olhar o olho do outro e ver a alegria de sua companhia.
Tudo tão simples e conseguimos complicar.
Tudo tem preço até mesmo o amor e o carinho. Quem inventou isso? Com certeza nunca amou. Carinho, amor, amizade, ombro, mão... é tudo de graça, se doa a quem quiser, mas dizem que sempre precisa de algo... que algo?
Sim, precisa de algo, precisa de vontade real, desejo, necessidade de querer ser feliz e fazer feliz. Simples e fácil assim!
Quem disser que não tem tempo, não sabe e não quer viver, pois como diz a musica de Geraldo Vandré  “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Se  for trabalhar leve consigo quem deseja que trabalhe com vc. Se  for se divertir, leve consigo quem quer que se divirta com você, se for viver... leve consigo quem quer que viva com você.
Ou então viva, trabalhe e se divirta com quem quer dividir tudo com você!


domingo, 22 de julho de 2012

Assim como a lua...


Como transformar sentimentos em palavras? Tão irônico pedir para que falem o que está sentindo. Como pode ser traduzido algo que nos envolve que nos faz ter expectativas, sonhos, algo que parece nos preencher de alguma forma. Poderíamos dar nomes, mas qual nome correto a se dar?
Assisti a um filme que dizia que embora não se visse sentia, assim como o vento, que não se vê mas o sente e sabe que está lá, que existe...
Pois bem, talvez seja uma leva brisa, ou quem sabe um enorme furação... Não se sabe ainda, mas de alguma forma algo que tenta fazer sentindo desordenadamente, algo que exista sem existir, algo que se pronuncie calado, algo que de tão grande torna-se invisível algo que doa sem machucar, algo que fale e não se escute...
Assim como a lua, única solitária no infinito céu cercada por inúmeras estrelas, permaneça tão só... É exatamente assim, única, especial, de brilho impar, horas totalmente presente e aos poucos escondendo-se para ressurgir a ser admirada, mas sempre só em seu encantamento para quem desejar deslumbrá-la. Tão presente e visível que passa despercebida pelo simples fato de saber que ela sempre estará lá!
Quanta tristeza... tão harmonioso fez-se a obra de tela azul pontos cintilantes a esfera gigante e ninguém por admirar...
Mergulhar junto ao vento descobrir o que pode se dizer, mas impossível querer saber, pois palavras ainda não se sentem, pois essas permitem-nos diversas interpretações, sendo que o sentimento é único, se traduz por ele só e somente pode ser interpretado pela leitura do mais profundo olhar que cintila ao mesmo brilho da lua salpicado das expectativas que se afloram, jorrando pelo ardor do sentimento que angustia e fortalece, na esperança do sinal do primeiro raio de sol para que possa descansar, enquanto sua alma se põe a  soluçar, no canto que  embala o sentimento que voltou a passar, assim como o vento, sabendo que existe e não podendo tocar somente sabendo que está lá.
Aprendendo somente a admirar...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Troféu em jogo


Como seria bom se as pessoas torcessem tanto para serem felizes.
Se cada time que vencesse fizesse a real diferença na vida de alguém.
Se cada fogos que fosse solto, fosse uma vida salva.
Que cada grito de gol, vencesse a discórdia.
Que cada noite de folia valesse uma vida de glórias.
Que cada centavo arrecadado sanasse a fome de uma pessoa no mundo.
Que cada competência dita ensinasse a pensar.
Que cada falta fosse a chance de um novo emprego para se alimentar uma família.
Se toda essa festa fizesse real sentido...
Aos corações apaixonados por seus times, o que lhes reserva no amanhã?
O orgulho de ser um torcedor? O que se tem de real? Por onde andam seus verdadeiros sentidos, seus verdadeiros sentimentos, seus verdadeiros valores, quem os acolhe? Será a alma do jogador que nem sabe seu nome? Talvez aquela bola que lhe fique de lembrança?
Tanta festa, tanto amor, tanto orgulho...
As mãos que os aguarda, com coração apertado na preocupação de que esteja bem, nunca foi tão festejada. As barreiras vencidas para o gol da vida nunca foi vibrada. As conquistas diárias jamais foram reconhecidas...
O troféu... o orgulho de ter feito tudo em silêncio somente para ver-lhe um sorriso estampado, seus gritos festivos enquanto se punha em orações para que nada lhe acontecesse.
Quem reconhece? Para que precisa de reconhecimento... se nada mais é que puro prazer e satisfação em querer ver-lhe feliz.
Que o jogo seja sempre ganho! Que o troféu seja sempre erguido! Que a vida... continue sendo sempre seu melhor objetivo de glorias e títulos nobres como o amor sem condição...