
A qualquer momento o vulcão irá explodir, jorrando sua lava por entre as estradas vividas, passagens estreitas, levando tudo consigo, incinerando tempos cinzentos que caem no esquecimento, fazendo ferver a alma amargurada pela dor da vida tão esperada.
Tudo se aquieta, cinzas caem como se estivessem chorando aquilo que não se vê mais.
Os dias passam, a luz do sol volta a brilhar. Vê-se ao longe, de estradas e passagens estreitas, larga avenida se abrindo. Da lava endurecida uma folha a apontar, acalmando a alma sofrida com a nova vida tão esperada.
O amor foi sofrido, mas sempre revivido.
O vulcão se acalma e a alma se cala.
Do vulcão agora só explosão de emoção.