O silêncio muitas vezes é a resposta a algo que não conseguimos interpretar, do amor que vai além do tempo, além do que possamos imaginar.
A resposta pode não ser vista, lida ou encontrada, mas quando precisarmos estará pronta dentro de nós e poderá ser respondido através de um simples gesto, um olhar, um abraço, ou mesmo uma única palavra que transmitirá recado extenso aos questionamentos, a nossa inquietude, ao nosso ego a nossa má interpretação daquilo que nos foi vinculado ao silêncio que pairou por entre linhas inacabadas de uma historia sem fim.
O silêncio muitas vezes não é egoísmo, ciúme, medo, rancor. O silêncio é o fragmento de uma falta de retorno, de uma delicadeza, de uma sinalização simples em estar ocupado em certo momento.
O silêncio nos leva a diversas interpretações sendo elas na maioria erronias, preocupando-se em atender somente aquilo que desejamos que o seja e que demoramos muito para buscar a compreensão correta e coerente que faria mais sentido se realmente desejássemos ouvir a verdade que nos cabe.
O amor reside dentro do coração, por mais escondido que tenhamos o colocado, ainda permanece presente e jamais se apagará, pois é o que nos nutre o que nos permite ter parâmetros para uma nova vida, para sabermos distinguir o certo, o melhor, o que realmente desejamos vivenciar, passar e sofrer. O novo jamais substituirá o antigo, pois dele tiramos nossas lições e cada vez que nos depararmos com algo, recorreremos a nossos arquivos coronários para encontrar o melhor caminho a seguir.
O silêncio se fará sempre presente, mas não de alguém ausente, mas de alguém que sempre estará por perto, esperando o sorriso ou a lágrima para compartilhar da alegria ou da dor e estender as mãos e puxar-lhe para um longo abraço de ternura que transmitirá a segurança necessária para que continuemos nossa caminhada, acreditando sempre que o ancoradouro nos suportará independente de quanto tempo distante estejamos, na certeza de sempre poder voltar.