Como transformar sentimentos em palavras? Tão irônico pedir para que falem o que está sentindo. Como pode ser traduzido algo que nos envolve que nos faz ter expectativas, sonhos, algo que parece nos preencher de alguma forma. Poderíamos dar nomes, mas qual nome correto a se dar?
Assisti a um filme que dizia que embora não se visse sentia, assim como o vento, que não se vê mas o sente e sabe que está lá, que existe...
Pois bem, talvez seja uma leva brisa, ou quem sabe um enorme furação... Não se sabe ainda, mas de alguma forma algo que tenta fazer sentindo desordenadamente, algo que exista sem existir, algo que se pronuncie calado, algo que de tão grande torna-se invisível algo que doa sem machucar, algo que fale e não se escute...
Assim como a lua, única solitária no infinito céu cercada por inúmeras estrelas, permaneça tão só... É exatamente assim, única, especial, de brilho impar, horas totalmente presente e aos poucos escondendo-se para ressurgir a ser admirada, mas sempre só em seu encantamento para quem desejar deslumbrá-la. Tão presente e visível que passa despercebida pelo simples fato de saber que ela sempre estará lá!
Quanta tristeza... tão harmonioso fez-se a obra de tela azul pontos cintilantes a esfera gigante e ninguém por admirar...
Mergulhar junto ao vento descobrir o que pode se dizer, mas impossível querer saber, pois palavras ainda não se sentem, pois essas permitem-nos diversas interpretações, sendo que o sentimento é único, se traduz por ele só e somente pode ser interpretado pela leitura do mais profundo olhar que cintila ao mesmo brilho da lua salpicado das expectativas que se afloram, jorrando pelo ardor do sentimento que angustia e fortalece, na esperança do sinal do primeiro raio de sol para que possa descansar, enquanto sua alma se põe a soluçar, no canto que embala o sentimento que voltou a passar, assim como o vento, sabendo que existe e não podendo tocar somente sabendo que está lá.
Aprendendo somente a admirar...
