quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O que pode ser?



Damos volta ao mundo a procura de algo que nos torne mais completos. Criamos, imaginamos, alimentamos fantasias, e continuamos a buscar...
De que adianta tanto? Tudo não passa de artificio para acobertar o obvio, para enganarmos o coração daquilo que já é fato. Procuramos o que não queremos, desejamos o que já possuímos, disfarçamos nosso anseio diante do real para tornar imaginário.
Mentimos, enganamos, mas o sentimento persiste, driblamos, não encorajamos, fingimos, enrolamos, mas ele permanece.
Sufocar não é aceito, então brincamos... Brincamos fazendo de conta que é tudo certo e normal, dizendo que não é o que é realmente.
Transformar momentos perfeitos em meses, desejando que outro momento aconteça.
Formas estranhas fazem-nos descobrir o que é evidente, mas abrimos a janela permitindo que o vento bata forte e tente levar com ele o que nos arrebata.
Querer é poder, porem não o poder absoluto, mas o poder etéreo que pertence a cada um isoladamente encontrando-se no espaço tornando-se força para não se dissipar.
Palavras no ouvido transbordando ao corpo repercutindo na alma. O impossível tornou-se fato do intransponível possível. Linhas distantes tornando-se paralelas cruzando em trechos e se distanciando em outros.
Sombra da luz que guia, permanece obscura a lente que nos cuida. Pensamentos transitam ampliando a silhueta do sentimento que nos ocupa.
Balsamo da vida, espinhos do coração...