Hoje em dia nos deparamos com pessoas que nos tratam como meros objetos, como algo totalmente descartável, “uso por algumas horas e jogo”, pois sabe que no mesmo lugar encontrará outras tantas que poderá fazer o mesmo. Outros são um pouco mais sutis. Nos tratam como roupas expostas em uma vitrine, que gosta quando vê, “compra” leva, usa uma ou duas vezes e depois a esquece no armário até descarta-la de vez. Porem há aqueles que gostam de algo mais profundo e procuram as livrarias, que não julgam pela capa e que procuram um pouco mais de conteúdo. Esses tornam-se companhias agradáveis para as “horas vagas”, lendo-se aos poucos até que o mesmo termine e seja trocado por uma nova leitura. Mas ainda há aquele que que procura além da leitura, procura a compreensão. Aquele que “compra” o livro para fazer parte de sua vida, que o lê, rele, sublinha partes importantes, descarta outras, paralelamente faz anotações como se reescrevesse a história. Aquele que se vê refletido nela e procura compreende-lo em sua complexidade. Há ainda, aqueles que “compram” o livro pela sua história, que por mais que lhe pareça conhecida, faz questão de ler, e por um motivo qualquer torna-o, seu livro favorito, ficando sempre exposto, e vez ou outra, o retoma e sem perceber dá continuidade, escrevendo novos capítulos, fazendo-se parte da história. Alguns tem começo e fim, outros levam uma vida, outros ainda, tornam-se capítulos a parte, que são retomados e reformulados no decorrer da existência.
Do descartável ao essencial, afinal quem somos?