domingo, 27 de junho de 2010

Saudade!

Saudade!

Quando me lembro dos dias de alegria que tivemos, arde no peito à saudade da cantiga que me fazia rodopiar varrendo o verde que me apoiava os pés, de tanto girar ao chão caia vislumbrando o imenso céu onde o sabor do sol salpicava minha pele de seu calor delicado.

Para nos resfriar ligava a chuva inventada, que nos fazia correr por todo tapete verde que cobria o extenso campo, onde por muitas vezes nos acolheu para esses momentos de plena alegria e satisfação.

Depois de tanto tempo, da janela ainda vejo o velho banco de madeira solitário a sombra de frondosa árvore, servindo de refúgio aos pássaros que ainda cantam nosso hino.

Distante, mas não parece estar, pois ainda pulsa em meu peito o calor de teu abraço, o som de seu sorriso, a vida que vibrava em tuas entranhas, tua voz ainda ecoa em meus ouvidos dizendo respeito a seus planos de retorno, de tua vontade de ter algo que ainda não havia conseguido.

Lembro-me da alegria das festas que fazíamos, onde corríamos para enfeitar a casa, nos vestir e nos alegrar, juntamente com nossa família e amigos.

Hoje só nos resta a lembrança daqueles momentos que fizemos acontecer, das corridas pelo campo, do cheiro do verde, do laranja do sol, do hino dos pássaros, do sorriso sem fim.

O banco continua vazio, o peito apertado... já não vejo a grama tão verde, o sol não parece mais aquecer-me, a chuva não cai mais com caia antes, o hino dos pássaros parece desafinado, meus olhos não parecem ver além do banco vazio e o aperto no peito parece aumentar.

Sinto saudade, saudade de tudo que passou de tudo que poderia ter acontecido, saudade do tempo que não volta saudade do teu sorriso, do teu abraço, da tua alegria, da tua vontade de viver.

Sinto... saudade...

Sei que um dia hei de acordar e a ti encontrar, aí varreremos novos campos, vislumbraremos novo sol, mergulharemos numa chuva de arco- íris que nos felicitará a nova vida.

Saudade!

27/06/2010