domingo, 8 de maio de 2011

De que forma?


Outrora disse que meu amor não tem tamanho, nem cor nem cheiro, mas que tem nome.
Como poderia mensurar o tamanho de meu amor? Se ele ultrapassa todos os limites de minha compreensão, faz-me sentir mais forte, mais justa, mais feliz, mais corajosa, e quando pareço perder as forças ele me reabastece com tanta sutileza que só percebo quando estou lutando novamente pelos meus desejos mais intrínsecos.
Como poderia dar cor a algo que abrange todas as cores possíveis? A cada momento, a cada situação a cada emoção ele se transforma, horas em arco-íris, hora monocromático. Difícil decifrar qual cor seria, mas se fosse para tentar definir seria a cor da felicidade.
Como poderia definir um aroma? Assim como se colori a cada mudança um novo odor, uma nova forma de mostra-se presente, confundindo-se com o aroma do campo, das flores, com o cheiro da terra molhada após a chuva, com o cheiro do colo que protege. Seu perfume é tirado dos desejos mais simples e mais puros, notas suaves a embriagar o ser fazendo-lhe flutuar em sonhos de infinito prazer.
Mas quando digo que tem nome, tem mesmo! Tem o nome de onde quero estar, o nome de como quero estar, o nome de quem quero que esteja comigo. Enfim tem todos os nomes que me soam bem ao ouvido que me toca ao coração, tem o nome de tudo que é mais querido e desejado. Tem o nome de tudo que é possível amar.
A final qual é o formato do amor?
É a forma que me faz feliz, é a forma que faz com que eu veja tudo em cores, com suave fragrância e tem o formato de você que enche meus olhos aquece meu coração me faz sentir felicidade plena e eterna.