Aqui estou entre pensamentos e palavras a procurar uma maneira de poder lhe contar o que posso o que quero o que devo o que desejo.
Não tenho como dizer a quantidade de tempo que vive retirando de meu oceano de lagrimas a dor da perda e saudade que sentia
Não tem tempo que possa passar para retirar a quantidade de areia que enterrou meus sentimentos enquanto esperava
Não há momentos que me faça esquecer a tempestade que tive de enfrentar para sobrevier a dor que me engolia como fera faminta por não estar mais por perto
No bote da vida me joguei, navegando sem rumo, procurando no horizonte poder te encontrar, de quando em quando me recostando em pequenas ilhas que ao subir da mare sumiam sem deixar vestígios e novamente a navegar eu ia.
No deserto de meus pensamentos caminhei, tentando descobrir o caminho a tomar, tempestades cobriam meus olhos e o caminho já percorrido para me conduzir os sentidos e fazer-me perder a tua procura.
Grande tempestade atravessei, rajadas de vento tentavam tirar-lhe de meu pensamento, raios me atingiam no intuito de fazer-lhe deixar de existir, chuvas de lagrimas lavavam minha alma tentando arrastar-lhe em enchentes de desespero para longe daqui
O tempo passou, e nada adiantou. A procura se encerrou, mais uma vez o tempo ajudou. Depois de tanto te encontrei.
Terra firme pisei, verde imenso voltou a surgir diante de meus olhos e o sol aquecer meu coração.
Na verdade nunca tinha partido, estava apenas adormecido esperando o momento de reacender o sentido.
Sei que hoje não posso lutar contra força maior que ainda há, mas nada me fará mudar o desejo de te amar. O tempo pode passar, mas na certeza de jamais te abandonar, seja aqui ou lá sempre me terá e um dia aqui ao meu lado estará pronto para recomeçar.
Amar-te é o que posso o que quero o que devo o que desejo para todo sempre.
