O que se esconde o que se camufla por entre pedras em terreno árido... o que se constrói se destrói.
A dureza do ser perdido em meio a terrenos desconhecidos, se fingindo de ausências imparcialidades indiferenças, esquecendo-se que tua composição é de tão grande sutileza que ao toque da chuva partículas de ti se desgarram caindo por terra em lugar qualquer, sendo levada ao vento, rodopiando sem destino.
Sua proteção esconde a pureza interior, sua beleza impar que ao encontrar mãos delicadas, olhos de ver, alma que sente, passará a ter forma, beleza que deslumbra em desejos pagando-se qualquer preço por tamanha sutileza.
Quem olha o simples preto no branco não vê o que faz sentir o coração com tamanha indiferença daquilo que ser formou ao longo do tempo passando ser indiferente, não impressionando com sua importância.
O fluido que une e que emana só se torna perceptível a aquele que ama, pois os olhos não veem a essência de tudo que poderia construir... o chão que pisa, o lar que se constrói, as mãos que trabalham, a alegria da união de cada grão que o compõe transformando em rocha o sentimento mais puro que se camufla em suas cores pálidas fazendo de conta ser somente mais um elemento se perdendo na imensidão do céu que lhe cobre esperando pela simples oportunidade de ser descoberto e servir ao proposito a que veio.
Foto: Marcelo Hirata
